terça-feira, 12 de março de 2013

Ararinha-Azul, filme "Rio"




     Em 2011 foi lançado, pela FOX files, a animação "Rio" que além de ser um filme com a fotografia muito bonita, ainda traz a realidade de muitas espécies de animais, a AMEAÇA DE EXTINÇÃO e o TRÁFICO de animais. Nesse filme, o protagonista é o Blu, uma ararinha-azul (Cyanopsitta spixii),  foi tirado da natureza no Brasil e levado ilegalmente para os Estados Unidos, quando ainda era filhote, mas felizmente a história dele foi diferente da maioria dos animais que são vitimas do tráfico, ele conseguiu voltar para o seu habitat, saudável, mas depois de muitas aventuras.
     Graças a fama que essa espécie ganhou, por causa do filme, instituições se unem para salvar a ararinha da extinção. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)organizações da sociedade civil sem fins lucrativos (SAVE Brasil e Funbio, via Carteira Fauna Brasil) e a Vale pretende criar as condições necessárias para proteger o habitat natural da ararinha-azul para que ela possa voltar à natureza

A reintrodução tem prazo de vigência até 2017, com início da reintrodução das aves em 2021. Até lá, muitas etapas devem ser atingidas, como o aumento da população em cativeiro e a recuperação do seu habitat natural (a Caatinga), para posteriormente  trabalhar com a adaptação dos animais no ambiente natural. Esse trabalho não é simples e nem fácil, existe muito trabalho a ser feito, até que o ideal seja alcançado.
Atualmente há 80 indivíduos da espécie, em cativeiro, espalhados pelo mundo, com apenas 5 aqui no Brasil. Hoje a ararinha-azul é um dos animais mais ameaçados de extinção, o último exemplar visto na natureza foi em 1990, solitária no alto de um galho de uma caraibeira, em Curaçá. A ave que só existia no Brasil e, desde 1994, passou a ser enquadrada como "criticamente ameaçada" de extinção na lista vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Embora ela sempre tenha sido uma espécie rara, dado histórico de destruição do seu habitat e a intensa captura para o comércio ilegal, a espécie tornou-se símbolo mundial da importância de preservação da biodiversidade. Como a possibilidade de existirem indivíduos na natureza é muito remota, o aumento populacional em cativeiro para a reintrodução na natureza é a única esperança para recuperação da ararinha no seu habitat original.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

IMPACTOS AMBIENTAIS POR HIDRELÉTRICAS

     As usinas hidrelétricas utilizam um recurso natural renovável e de custo zero, que é a água, e que não polui o ambiente, por isso muita gente diz que é uma "energia limpa", mas essa "energia limpa" tem um custo, que ao meu ver é bem alto, além disso, uma hidrelétrica não tem um tempo de vida muito longo. Esse tipo de usina é mais barata que a nuclear e menos agressiva (será??) que energia por petróleo e carvão.
Usina Hidrelétrica de Itaipu no Rio Paraná
     Durante a construção de uma hidrelétrica uma grande área é inundada, atingindo a fauna e a flora do local. As árvores que não são retiradas do local, são submersas, apodrecendo sob a água e podendo causar com isso diversos problemas, como a criação de vetores de doenças, emissão de gases que contribuem para o efeito estufa (gás carbônico e metano) e o acumulo de matéria orgânica na água (também podendo levar doenças à população local).
Lagarto-jacareana (Crocodilurus amazonicus)
     Principalmente os animais que não voam ou nadam, tem dificuldade de fugir, ficando muitas vezes ilhados quando a inundação vai se espalhando, causando a morte de muitos. Esses animais são várias vezes recolhidos pelos responsáveis pela área alagada, mas isso causa um grande estresse para eles, que mesmo soltos podem não sobreviver em outro lugar (a soltura indevida de animais pode causar o desequilíbrio de um ecossistema e estresse aos animais). Os peixes que dependem da área para sobreviver também são afetados, a barragem é um obstáculo artificial, prejudicando o deslocamento, reprodução e muitas vezes causando a extinção de uma espécie no local.
     Além dessas mudanças na fauna e na flora, pode ocorre uma mudança climática na região, como alteração na temperatura, umidade e ciclo de chuvas, o que pode causar mais problemas no ecossistema. Com tudo isso, ainda pode ser observada a destruição de lindas paisagens, que contribuíam para o turismo do local. Mas em contrapartida os reservatórios podem formar grandes lagos que servem às atividades de lazer aquáticas.
     Não são apenas esses problemas visíveis que ocorrem, são pequenas ações desde a chegada da empresa construtora na região. Há o aumento súbito da população (pelos trabalhadores) o que aumenta a produção de lixo e esgoto sanitário; circulação de máquina pesadas (que danificam as vias); ocorre a supressão da mata nativa; impacto relacionado com a população da região, que não ocorre apenas pelos moradores do local (que precisam ser deslocados da área), mas também por trabalhadores da região que moram em outras regiões; e daí se dá os problemas causados pela parte física da construção, a mudança radical do ecossistema.
     

terça-feira, 16 de outubro de 2012

FINNING!!


Hoje em dia, muito já se fala sobre prática do finning, mas poucos sabem quando e porque isso começou e como evoluiu a ponto de ameaçar a sobrevivência de dezenas de espécies de tubarões pelo planeta, e para combater essa prática, é essencial conhecê-la. 


A ORIGEM DO CONSUMO DE NADADEIRAS DE TUBARÃO
Acredita-se que, durante a Dinastia Sung, um pequeno grupo da elite chinesa começou a consumir uma espécie de macarrão gelatinoso feito com a cartilagem das nadadeiras de tubarões, esse prato ficou conhecido como "sopa de barbatana de tubarão", isso se manteve isolado até a Dinastia Ming, quando um almirante chinês, na volta de uma viagem à África trouxe centenas de quilos de nadadeiras de tubarão, que os africanos descartavam em favor da carne. Então, a Sopa de Barbatana de Tubarão ganhou popularidade e tornou-se um prato muito oferecido em banquetes formais da elite dessa época.
Quando o partido comunista chinês assumiu o poder, em 1949, com Mao Tsé-Tung, essa sopa tornou-se politicamente incorreta durante toda a revolução cultural, isso fez com que o prato ficasse esquecido, até que foi apropriada à sopa um valor afrodisíaco.
Foi em 1980, que aumentou significativamente o consumo dessa sopa, quando uma nova classe média e alta surgiu na China, essa nova elite passou a buscar novos símbolos de riqueza, tais como compra de peças de arte e também o consumo dessa sopa, tornando-se um prato refinado. Com o crescimento econômico chinês, esse prato passou a ser obrigatório nas grandes recepções e banquetes e na China.
Em alguns países, acredita-se que ao fazer a sopa com a barbatana do tubarão, é possível até curar doenças.

O FINNING
A pesca de tubarão, praticada a milênios, sempre foi uma atividade comum e as nadadeiras eram apenas mais um dos itens a serem aproveitados e comercializados. Um cação de porte médio fornece cerca de 5% a 8% de nadadeiras, 35% de filé, 13% de fígado (rico em óleos, contendo vitaminas A e D), 9% de pele (utilizada na confecção de artigos de couro) e 35% de resíduos (usados principalmente na confecção de farinha de peixe pra ração de cães e gatos).
A partir de 1990, houve uma grande demanda, no comercio mundial, das nadadeiras de tubarão, então elas passam a ser o principal objetivo nesse tipo de pescas. E daí começou o chamado finning, a pesca ilegal para a obtenção EXCLUSIVA das nadadeiras. 
Muitas espécies cujas nadadeiras são muito valorizadas, não tem a carne valorizada e ocupam espaço para a armazenagem. 1Kg de nadadeira (que pode ser seca no sol) gera US$ 50,00 e o mesmo quilo de carne de tubarão (que deve ser processada e refrigerada adequadamente) gera US$ 1,50. Assim fica fácil entender porque o pescador, ao capturar o turbarão prefere ficar apenas com as nadadeiras e jogar a carcaça de volta ao mar. Esses animais geralmente devolvidos ao mar vivos, e sem as suas nadadeiras são incapazes de nadar, afundando e morrendo.
Não se tem um número preciso da quantidade de tubarões-azuis capturados em nossas águas, mas nas costas do Havaí, cerca de 50 mil animais por ano, são capturados exclusivamente por suas nadadeiras.
Hoje, cerca de 120 países, incluindo o Brasil, matam 70 milhões de tubarões por ano por todos os oceanos. Espanha, Portugal, Reino Unido e França estão entre as nações responsáveis por 80% da captura global de tubarões, suprindo parte da demanda de Hong Kong. Já estima-se cerca de 800mil chineses entre classe média e alta, que são consumidos da sopa de barbatana de tubarão, e esse ritmo cresce cerca de 10% ao ano.

O IMPACTO DO FINNING
A pesca para obtenção exclusiva das barbatanas de tubarão, é uma ação predatória constante e silenciosa. É insustentável e está ameaçando seriamente a sobrevivência das populações de tubarões - 45% das espécies de tubarões em nosso litoral já estão ameaçados de extinção. Se nenhuma ação for tomada, dezenas de espécies (cujas populações já declinaram cerca de 90% nos últimos anos), serão extintas nas próximas décadas. OS oceano, a pesar de grandiosos, já não estão mais suportando os hábitos de consumo dos seres humanos (na verdade o mundo inteiro já está com seus recursos se esgotando), estamos exaurindo as fontes e levando os mares ao seu limite.
Os tubarões tem um valor muito importante para a natureza, pois exercem um papel crucial na manutenção da saúde e equilíbrio da vida nos mares. Sem eles o desequilíbrio nos ecossistemas marinhos serão catastróficos.

ALTERNATIVAS ECONÔMICAS
Um recente estudo australiano demonstrou que os tubarões do arquipélago de Palau (em que o shark finning já foi proibido) trazem, por ano, US$ 18 milhões para o turismo e mergulho com tubarões. Considerando o aspecto puramente financeiro, um tubarão mantido vido pode valer milhares de vezes mais do que  um tubarão morto. Portanto é necessário rever o modo que os "recursos" naturais estão sendo aproveitados. 

O FINNING NO BRASIL
De acordo com estudo feito pela Universidade New Southeastern, na Flórida (EUA), 21% das nadadeiras encontradas à venda em Hong Kong, vinham do Oceano Atlântico Ocidental (área que inclui o Brasil), isto é, há pesca ilegal e trafico de barbatanas aqui no Brasil.
Apesar do Brasil já possuir lei sobre o finning, o controle e fiscalização é muito difícil, principalmente considerando a migração dos animais, entre fronteiras internacionais.

LEGISLAÇÃO E INICIATIVAS CONTRA O FINNING
No Brasil, a portaria do IBAMA nº 121/1998, proíbe a rejeição ao mar, das carcaças de tubarões, dos quais tenham sido removidas as nadadeiras e somente permite o transporte a bordo ou o desembarque de nadadeiras em proporção equivalente ao peso das carcaças retidas ou desembarcadas. Para efeito de comprovação dessa proporcionalidade, o peso total das nadadeiras não pode exceder 5% do peso total das carcaças. Esta lei é boa, mas de difícil controle e fiscalização.
Nos EUA, o congresso americano aprovou em dezembro de 2010 uma nova legislação exigindo que todos os tubarões capturados legalmente em águas norte-americanas devem ser desembarcados com suas nadadeiras integras e no corpo do animal.
No Hawaii, no início de 2010, no estado do Hawaii, com o objetivo de banir essa pratica, aprovou uma lei proibindo a posse, venda, comércio e distribuição de nadadeiras de tubarão. Essa lei foi adotada também na Califórnia, no início de 2011.
Na União Européia, no início de 2011, o parlamento europeu endossou uma resolução para banir o finning em tubarões, propondo a proibição da remoção das nadadeiras dos tubarões a bordo das embarcações europeias.
Em Washington, em 2011, foi assinada uma lei que proíbe o comércio de barbatanas de tubarão.
Em Bahamas, também em 2011, o governo aprovou uma lei banindo o finning de tubarões de suas águas e proibindo o comércio e exportação de produtos provenientes de tubarões. Honduras, Maldivas e Palau, tem uma legislação semelhante.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES!!!


     O tráfico de animais silvestres é o terceiro maior comércio ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas. Devido a sua grande biodiversidade e debilidade de leis (e capacidade de cumprí-las) o Brasil é um grande alvo, dessa atividade.
     Enquanto são transportados em condições completamente precárias, que muitas vezes são letais , muitas vezes sofrem maus tratos. Os animais que conseguem sobreviver permanecem debilitados para o resto da vida.
     Essa atividade é praticada por caminhoneiros, motoristas de ônibus e viajantes, já que isso depende de uma grande quantidade de pessoas. Já quando envolve o trafico internacional, empresas de grande porte se envolvem além de muito dinheiro, para manter um “trabalho mais organizado”.
     A captura dos animais é feita geralmente por pessoas que vivem em áreas perto de seu habitat, e passam por vários intermediários até chegar ao seu destino (pet shops ou até colecionadores particulares). Essas pessoas conhecem o habito dos animais, e por serem a maioria das vezes pessoas com uma carência social muito grande, acabam fazendo esse trabalho por uma quantia muito pequena, as vezes, apenas por sacos de feijão, arroz... Então, até chegar nos grandes traficantes, o valor desses animais é muito pequeno.
Esse comércio movimenta cerca de 10 bilhões de dólares por ano, dos quais o Brasil contribui com 15% aproximadamente.
     Segundo o IBAMA essa é uma das principais causas de muitas espécies estarem em risco de extinção além de desmatamento, degradação de hábitat, avanço da fronteira agrícola...
     Cerca de 20 milhões de filhotes de aves e mamíferos são tiradas de seus ninhos todo ano, destes, apenas 1% segue vivo, e chegam ao seu destino final, felizmente alguns são apreendidos em flagrante, mas dificilmente voltaram ao seu habitat natural.



     A decadência de fiscalização e infra-estrutura, não permite uma boa condição de resolver o problema. Os animais que são apreendidos são encaminhados para o CEMAS (Centro de Manejo de Animais Silvestres), nele os animais recebem tratamentos médicos e podem muitas vezes ser encaminhados para zoológicos ou criadouros. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

HIV positivo!

     Na última semana de julho deste ano, apareceu na mídia várias reportagens sobre o famoro "Paciente de Berlim", Timothy Ray Brown, um americano de 47 anos se curou do vírus HIV.

     Em 1995, Timothy descobriu que era portador do vírus HIV, quando morava na Alemanha, um ano mais tarde foi lançado o "famoso" coquetel anti-retrovirais, com o qual foi capaz de seguir sua vida normalmente. Em 2006 descobriu que sofria com leucemia mieloide aguda (um tipo de câncer que afeta o sistema imune), depois de tratamentos sem sucesso contra esse câncer, decidiu juntamente com seu médico, testar um novo tratamento. Este tratamento incluía um transplante de células tronco de um doador.
     Com o passar o tempo, ele foi submetido a tratamentos e novos transplantes de células tronco desse mesmo doador, após 2 anos Timothy já estava curado, mas o caso foi reportado pela primeira vez apenas em 2008, em um congresso.
     Timothy ainda compoleta: "Desejo que esta cura seja transferida a cada pessoa infectada com HIV neste mundo".

     HIV (vírus da imunodeficiência humana)
     O vírus HIV é um retrovírus (constituído por moléculas de RNA). Entre outras propriedades, eles precisam, para multiplicar-se, de uma enzima denominada transcriptase reversa, responsável por transformar RNA viral em uma cópia de DNA, que pode então se integrar ao genoma do hospedeiro. Esse vírua ataca o sistema imunológico, as células mais afetadas são os linfócitos T CD4+ (que vão morrendo e dimunindo a resistência imunológica do portador).
     Os primeniros casos de AIDS foram relatados em 1981. Logo (quando se tornou uma pandemia), em 1983, o vírus foi isolado de pacientes, e identificado (com nomes diferentes do atual) na França e nos EUA (por equipes médicas diferentes). Em 1984 os testes anti-HIV tornaram-se disponíceis no mercado. Em 1986 a OMS (Organização Mundial de Saúde), denominou-o de HIV.
     A transmissão do HIV, acontece por relação sexual, mas pode haver também, transmissão vertical (de mãe para filho - durante a gestação, no parto ou na amamentação) ou por contato com sangue infectado (como o compartilhamento de seringas ou transfusão de sangue contaminado, entre outros).

     AIDS
     AIDS é chamada a fase em que o vírus HIV começa afetar o sistema imune da pessoa infectada. Após o período assintomático, as infecções oportunistas e câncer aparecem. Ninguém morre por causa do vírus HIV - morrem de inúmeras infecções que o paciente sofre.
     Existem 2 tipos de HIV, o HIV2 é encontrado principalmente na África, ele é menos transmissível que o HIV-1, estas associado com uma menor carga viral e uma taxa menor de redução do CD4 e da progressão clínica da doença, sendo menos agressiva que o HIV-1.

     A infecção pelo HIV
     A infecção pelo HIV pode ser dividida em quantro fases clínicas: infecção aguda (inicia no pico da viremia e da atividade imunológica e assemelham-se aos de outras infecções virais, podem surgir: febre, faringite, rash cutâneo, condidíase oral, cefaléiam, perda de peso, naúseas e vômitos, entre outras. Após a resolução da fase aguda, a viremia se estabiliza em níveis variáveis. Há queda da contagem de linfócitos T CD4+, que está diretamente relacionada à velocidade da replicação viral e pregressão para a AIDS); fase assintomática (são poucas ou inexistentes as alterações no estado geral. Em alguns pode passar despercebida), também conhecida como latência clínica; fase sintomática inicial ou precoce (neste fase, podem surgir sinais e sintomas inespecíficos, de intensidade variável e processos oportunistas de pouca gravidade, principalmente em pele e mucosas, sudorese noturna, fadiga, emagrecimento, candidíase, gengivite, herpes, entre outras); e AIDS.

     Resistentes?
     A maioria dos portadores do HIV desenvovem AIDS e dificilmente uma infecção pode ser controlada, mas existem pacientes que após a soroconversão não apresentam AIDS - são os pacientes não progressores de longa duração ou controladores de elite. Mas, podem transmitir o vírus a outras pessoas.
     Já foi idenetificada uma mutação rara, no receptor CCR5 que confere grande resistência a infecção do vírus, aos homozigotos para essa deleção (-1% da população Caucasóide). Assim as pessoas com essa mutação dificilmente são infectadas com o vírus.

     Tratamento
     Hoje em dia um paciente HIV positivo faz uma terapia anti-retroviral (coquetéis), que diminui 50% a incidência de AIDS e mortes relacionada, mas esse tratamento traz alguns efeitos colaterias. O vírus se torna resistente aos inibidores retrovirais, pois sofre muitas mutações. Por isso é necessário o uso de diferentes combinações ao longo do tratamento.

     Possível verdade sobre o paciente de Berlim
     Provavelmente este paciente tinha HIV ( o vírus circulando) mas não AIDS (a doença em si). Com o tratamento com células tronco para a cura da leucemia, ele teve um doador com a mutação no receptor CCR5, com os decorrentes transplantes, ele passou a desenvolver também essa mutação, eliminando gradualmente as células infectadas com o vírus e dando lugar as células não infectadas! Assim o vírus foi eliminado do organismo.
     
     Sem dúvida isso é um avanço enorme para a ciência, agora sabemos que é possível eliminar o HIV do organismo, mas ainda é necessário muito estudo para tornar esse "acidente" um novo tratamento!